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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Colorização Digital

Eu gosto muito de quadrinhos e quando era pequeno imaginava se um dia eu seria um daqueles caras que criam aquelas histórias.

Por uma série de motivos isso não foi possível. Mas sem problemas, porque era só uma curtição de criança e nunca levei essa coisa muito adiante porque também nunca fui desenhista e achava que o cara que criava as histórias fazia tudo.

De repente eu começo a ler quadrinhos de super-herois e lá vinham os créditos separados: artista e escritor. E mais: arte-finalizador, colorista e até letreirista (a sempre presente Lilian Mitsunaga. Essa só quem curtiu formatinho da Abril vai entender.) Hoje, pensando bem, vejo como sempre fui paranoico. Eu jurava de pé junto que Marvel e DC eram um grupo único e dividiam o público só pra não chamar muito atenção. Isso com 9 anos de idade.

Bem vamos dar um pulo até o ano de 2009 onde eu, já homem maduro, (mais ou menos) e já profissional de editoração eletrônica bem encaminhado nas suítes Adobe e Corel (sim, eu uso, não façam essa cara) resolvo ver como afinal se faz para colorir um gibi, uma vez que já sabia que a coisa ia pelo Photoshop.

Fui fazer um curso na Quanta. Na época colorização com Photoshop, com Artur Fujita.

O curso foi incrível e aprendi demais e se ainda houver esse curso com esse profissional aconselho demais a todo iniciante ou mesmo para quem já conheça um pouco porque vale muito a pena.

Bem mas aí, mais uma vez sou afastado do meu já hobby por conta de compromissos profissionais mais sérios.

Ano vai, ano vem , e dessa vez resolvi que vou me aprofundar nesse projeto e, se der, quero sim tocar a vida colorindo. Porque não?

Bem, esse é um dos primeiros que pego de cabo a rabo, com limpeza, separação e colorização. Pena que ainda estou meio lento no processo de produção.

O resultado me agrada. Espero que para os próximos o tempo de produção se reduza. Conta também que o personagem era... errrrr... dureza?

Bem segue minha arte e uma espéie de separação de cada parte do trabalho, da base à cor final. Espero que gostem.





Essa era a imagem original. Não sei se dá pra notar, mas ainda está um pouco suja no rosto do personagem e nos prédios ao fundo. Isso é um trabalho bem de base: limpar a imagem.




Já limpa e com separação de cores para CMYK porque imagino a peça impressa, resolvi separar cada canal, mesmo porque no futuro se quiser colorir as linhas fica mais fácil; não preciso selecionar tudo de novo.



Aqui já fiz a cor base. Com o traçado. Note que há um canal chamado flat que me possibilita mais tarde selecionar só aquilo que me interessa para modificar ou colorir.




A partir daqui eu prefiro seguir com camadas. Sei que nem todos gostam assim mas para mim é melhor. Talvez essa história de fazer tudo por canais possa fazer sentido se vc realmente deseja um arquivo menor, mas hoje em dia com tantos clouds para armazenamento, sinceramente não vejo porquê. Até porque o efeito que eu ia usar na cidade era diferente do personagem então tive que separar as camadas mesmo. Nessa abaixo, as luzes da cidade, a fumaça e o chão.




Finalmente as texturas: do Coisa e das nuvens. Primeiro com colorização das pedrinhas que formam o personagem e depois com uma textura de pedra mesmo. Um bitmap propriamente dito. No céu, antes um gradiente seguido de uma textura de céu mesmo a partir de uma imagem.
Precisa? Pra mim sim. E porque não só um ou outro? Porque não estava dando a textura que eu desejava.  A partir daqui a escolha é de cada um. Eu encontrei esse resultado.







Na última etapa ainda troquei a cor do contorno de cada ingrediente da imagem. Personagem, fundo, detalhes... Tudo. Daí a importância de salvar, lá no começo, uma parte da imagem só com a base num canal a parte.



Lembrei agora que havia uma comunidade no Orkut que chamava coloristas de HQ foi de lá que peguei essa imagem Se vc tiver conta dá uma passada lá porque o link ainda deve estar ativo, vale a pena. E me posta para que possamos trocar algumas ideias.

Abs,

Caio.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Colorização no Photoshop

Olá amigos,

pra quem me conhece isso já não é nenhum segredo e nem teria razão para ser. Dentro do Photoshop uma das atividades que mais me dão prazer é a colorização digital.
Não que seja nenhum profissional da área (quem sabe um dia, me daria muito prazer.) mas gosto muito de me arriscar a colorir e nesses dias quentes menos movimentados tenho pego algo para fazer. Dá uma olhada e se curtiu deixe seu recado porque eu posso passar meu método de colorização em um vídeo. Quem sabe?

Abs.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Rejuvenescimento no Photoshop

Tratamento de imagem no Photoshop para clareamento de pele e remoção de rugas. Incompleto é verdade, mas dá uma ideia de mais ou menos o que ministro no meu curso de tratamento de imagem. Lembrando que isso seria o equivalente ao módulo I. Espero que gostem. O original com as camadas em PSD está aqui.

Original

Pós-Photohsop

sábado, 6 de agosto de 2011

Tutorial Photoshop #7

Esse tutorial na verdade é um pedacinho de um DVD do Brad Buttry, que mostra como vc pode transformar suas fotos em pinturas através do uso de pinceis. Espero que gostem.

Até a próxima!!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tutorial Photoshop #6

Vamos imaginar o seguinte: vc tem uma imagem, uma pintura mais propriamente dita, e gostaria de saber quais cores o artista usou para formar aquela obra.

Usar o conta-gotas é uma saída, mas convenhamos que pegar cada uma das cores dentro de um quadro muito complexo leva tempo e ainda é incerto de se conseguir abranger tudo.

A técnica que eu vou mostrar pode não garantir todas as cores mas de uma certa forma automatiza o processo e lança mão de algo pouco usual que é a tabela de cores indexadas do Photoshop. Vamos a ela.

Nesse exemplo usei uma ilustração de um artista que gosto muito que é o Moebius (Jean Giraud).


Nessa arte em que ele retrata o Homem de Ferro, gostaria de saber quais os tons de roxo, vermelho e amarelo que foram utilizados.

Abro a imagem no Photoshop e a converto para uma tabela de cores através do menu Image > Mode >  Indexed Colors.



Logo em seguida será exibida uma janela para configuração do tipo de tabela de cores que será gerada, e aqui é temos o maior problema do Indexed colors: o limite de 256 cores. Ainda que cubra uma ampla gama não é o suficiente se estivéssemos tratando de uma foto ou mesmo quadros mais elaborados. Portanto tome essa iniciativa como uma redução no trabalho de captura de cor e não o seu fim.

Para essa imagem em especial mantive a configuração da imagem acima



Palette:

Paleta tanto de Sistemas operacionais como Windows ou Mac trarão as cores dos respectivos sistemas.

Paleta de Web traz somente 216 cores

E em Uniform eu percebi uma granulação na foto, de modo que não opto por nenhum deles, salvo raríssimos casos.

Pra ser franco eu sempre uso a Local Percentual. Nessa etapa dá pra ver mudanças na imagem à medida que você habilita e desabilita o Preview. Para essa imagem em particular a coxa esquerda do heroi fica um pouco esverdeada.

Colors: O número de cores que irá ser capturado da imagem. Usei o limite de 256

Forced: se junto às suas cores haverá mais alguma outra cor. Eu coloco None porque se com 256 já não dá pra pegar tudo que se gostaria imagina se tiver cor na paleta que você nem pediu?

Transparency para vc deixar ou não um campo de cor transparente. Nesse caso não há necessidade.


Options:

Matte: Para imagens que contiverem transparência. O uso do matte ajuda e ajusta o pedaço transparente para o modo de cor desejado deixando a transposição de cores mais suave e/ou imperceptível.

Dither: Cria por assim dizer uma espécie de padrão na imagem. Se vc utilizar tanto o Pattern quanto o Noise vai perceber que se formarão uma espécie de retícula na imagem. O Diffusion criará uma transição suave para os degradés, caso existam, e o Amount é o reponsável pelo nível de detalhamento dessa transição.

Preserve Exact Colors: perservará os tons o mais próximo possível.  

Dito isso. Vou pegar a paleta Swatches e a partir daí veremos a importância de tudo que fizemos até agora.



Arraste a paleta pelo nome até a área de trabalho assim fica mais fácil de ver as mudanças e administrar as cores a serem trabalhadas.




Vc vai perceber que os Channels e as Layer também indicarão que as cores agora são indexadas







Ok, então vamos voltar e recuperar nossa tabela de cores que ficou armazenada.

Vá até o menu Image > Mode > Color Table.





A tabela apresentada será exatamente a tabela com as cores que vc criou. Salve-a e depois carregue-a no Swatches.






Utilize as opções da janela Swatches para carregar as cores salvas anteriormente
















Taí. Isso pode parecer bobagem, mas é de grande auxílio para quem faz colorização digital, sobretudo no Photoshop. Lembro que nas aulas de desenho a gente ficava tentando ver qual a paleta que o artista tinha usado e penso que com isso seu trabalho em descobrir as cores se torne menor.

P.S.: aqui está a paleta desse homem de ferro do Moebius que usei no tutorial.

Até a próxima!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tutorial Photoshop #3

Photoshop com Duotone e Multichannel

Vamos ver como dois modos de cor pouco observados e muito pouco utilizados mas muito úteis podem te ajudar numa impressão com cores especiais –cores Pantone, por exemplo– ou mesmo para uma impressão em verniz ou coisa que o valha.

Vamos abrir uma imagem qualquer:




O primeiro passo é transformar a imagem do modo RGB para Grayscale para depois transformá-la em Duotone.






Quando o modo Grayscale é ativado vem na sequência uma janela confirmando se vc vai realmente descartar as informações de cores dos canais.
O que acontece na prática é que se tinha 3 canais com 255 cores e agora passa a se ter apenas um único com 256 cores.
Descarte como sugerido na imagem acima.

Seus canais serão apenas um:




Sem esse passo não podemos ativar as opções de Duotone que é o foco desse tutorial.

Bem, vc já colocou em Grayscale e viu que sumiram os canais de cores mas vamos escolher agora os tons de Pantone para nosso trabalho.

Vamos definir então o modo Duotone para começarmos:






O modo Duotone é perfeito para vc trabalhar com sobreposição com duas, três ou quatro cores. Inclusive para formação de tons de sépia fica muito bom também.

Ao acessá-lo vc vai perceber que somente uma cor está habilitada e provavelmente é o preto. Vc pode mudar isso escolhendo os modos Duotone, Tritone ou Quadritone na opção type.






Ao clicar sobre o quadrado da cor automaticamente será aberta a janela de busca e edição de cores. Ali você pode escolher os diversos tipos tanto de Pantone quanto de qualquer outro tipo de cor especial.






Se ainda assim vc quiser formar sua cor a partir de um modelo RGB ou CMYK a opção Picker pode ser utilizada bem como a opção Color Library





Para esse tutorial coloquei um tritone como exemplo para mostrar qual o comportamento e a finalidade do Overprint Colors




Quando clicamos no Overprint ele vai nos mostrar o comportamento da sobreposição das tintas e podemos assim definir uma maior ou menor intensidade para as diferentes superfícies:





Como eu escolhi três tons a opção 1+2+3 ficou ativa. Eu vou clicar sobre o quadrado de cor para editar esse tom e através das imagens dispostas na sequência você verá a alteração sobretudo de contraste na imagem original.

Note a posição do cursor no color picker, sua numeração e a diferença na imagem






Vê. No primeiro fui extremo e a imagem ficou “lavada”. O contraste é muito baixo porque a sobreposição não forma um preto e sim um cinza. Já na segunda o contraste é bom pq temos um preto bem calçado. Note que não utilizei a soma de todos para não obter um tipo de preto que encharque o papel.


Nota: Para uma impressão segura converse com sua gráfica para ver como eles preparam a tinta para impressão. Todo técnico gráfico tem essas informações e isso reduz os riscos de erros e insatisfação por parte de todos.


Uma vez definidas as cores é importante salvar aquilo que se obteve para não se ter todo trabalho novamente. 

Ao lado da opcção preset e dos modelos vc verá um triângulo para baixo com três fios. Isso representa as opções, que nesse caso são para salvamento e carregamento de cores já criadas. Veja:



  
Vamos então considerar que é isso que vc quer. Dê OK e está feito sua imagem tritônica. Mas como ver os 3 canais que vc preparou no modo anterior separados?

É para isso que temos o modo Multichannel. Com esse modo de cor ele vai pegar cada uma das cores que agora pertencem a um único canal e separá-los mostrando-as individualmente.








Agora clicando sobre cada uma vc vai poder ver a cor separadamente ou a combinação da primeira com a segunda, ou da terceira com a primeira e assim por diante como nas imagens abaixo:








O bacana é que tudo isso também pode ser impresso de forma separada para que se faça uma análise das cores em separado.

Vá ao menu File > Print e observe se está na opção PDF de impressora e no Color Management escolha o item Document e em Color Handling vá na opção Separations. As imagens a seguir dão uma ideia melhor:














É isso aí...

Até o próximo. Tchau!

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